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Pesquisa não faz o voto, tampouco é o voto. Pesquisas de Opinião tentam captar o voto em determinado momento, simulando “se” as eleições fossem hoje (momento da pesquisa). Portanto, as pesquisas sempre conterão um dado de artificialidade por antecipação de uma realidade porvir. A metodologia  aplicada não consegue monitorar todas as variáveis que incidem na formação do voto pelo eleitor. Monitora algumas, as mais importantes e com maior predominância sobre o amplo universo que constitui o eleitor: sexo, idade, região domiciliar, escolaridade, religião, por exemplo.

No entanto, existem centenas de outras variáveis que estão agindo para formar estes votos e quando há um processo de variação intensa, abrupta e em massa, como está ocorrendo nestas eleições, o nível de precisão desta metodologia tende a baixar e, inversamente proporcional, aumentar a imprevisibilidade da opinião do eleitor. Pense em um rio caudaloso em movimento. Você tira a foto daquele momento, mas segundos depois já ocorreu uma transformação de seu formato, pois a água está em movimento constante.

Dependendo das condições deste rio é possível perceber por onde a água vai correr, mas nem sempre. Às vezes esta correnteza está muito agitada e veloz, o que torna difícil perceber previamente este movimento. Decorre daí as surpresas que, às vezes, as urnas revelam quando abertas e expressam, então, a opinião definitiva do eleitor.

 

Renato Clepf
Diretor do Instituto Rede Pesquisas e Planejamento

 

 

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