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Pesquisa de Opinião não tem métrica exata. Primeiro, porque se trata de apurar opiniões, e estas se movem como os rios. Segundo, e exatamente por se tratar de opiniões, sua metodologia não consegue ter a precisão matemática que alguns desavisadamente querem atribuí-la. Terceiro, porque comumente pesquisas, especialmente as eleitorais, são realizadas com “realidades antecipadas”, ou seja, são simulações de um momento (o ato de votar) que ainda está no futuro, mas realizadas como se fossem no presente: “se as eleições fossem hoje em quem o senhor (a) votaria”?

Portanto, devemos interpretá-las sempre com estas premissas: os resultados das pesquisas não são expressões numéricas, quantitativas, exatas. Elas representam uma fotografia instantânea de uma situação que ainda está por vir, ou seja, as eleições.

Mas as pesquisas de opinião têm então validade? Claro, mesmo que, ainda que não precisas como cálculos matemáticos, nos auxiliam na percepção do pensamento coletivo, seu movimento e sua intensidade . Permitem uma maior chance ou probabilidade de entendermos o que está acontecendo na realidade social que estamos observando.

Mas, o que mais importa de uma pesquisa de opinião bem realizada e entendida, segundo os parâmetros apresentados acima, é a nossa capacidade de analisá-la. Aqui vale o lembrete: pesquisas não “falam por si só”. Precisam ser interpretadas e através de uma série de atributos que pertencem àqueles que leem os dados apurados como os olhos carregados de conhecimento do contexto histórico e sócio-econômico, além de racionalidade, sagacidade e especialmente bom senso, razoabilidade.

Para exemplificar, percebe-se a falta de alguns destes atributos quando se supervaloriza as pesquisas e, na verdade. Equece-se que pesquisas não transformam a realidade, pesquisas não antecipam resultados, pesquisas não influenciam majoritariamente o voto dos eleitores, pesquisas não fixam realidades além do tempo antes de ocorrer novas mudanças significativas (pesquisas não como os rios).
Pesquisa de opinião é tão somente uma ferramenta (excelente) de auxílio em nossa percepção (análise) de uma determinada realidade social.

Ponto! Assim sendo, fica a dica, em tempos de fervura da panela eleitoral.

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