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Esta pesquisa tem como objetivo principal, ser um instrumento auxiliar balizador na implementação de políticas públicas de Educação Ambiental.

O universo pesquisado foi composto pelos 174 municípios (anexo A) que compõem a área de atuação do CIEA MG Sul – Comissão Interinstitucional de Educação Ambiental da Mesorregião Sul/Sudeste e Campos das Vertentes. A fonte principal de informação foram as Prefeituras. Algumas Organizações Não Governamentais também foram pesquisadas, porém este universo ficou incompleto neste trabalho. Em um segundo momento, poder-se-á prosseguir a pesquisa, pois, fica evidente neste trabalho a importância destas organizações para a educação ambiental.

O período da coleta de dados foram os meses de abril e maio de 2007.

O questionário aplicado segue o que preconiza o Plano Integrado de Mapeamento – PIM – (1), sugestão metodológica do Ministério do Meio Ambiente que propõe um questionário padrão para coleta de informações referentes à Educação Ambiental. Portanto, o CIEA MG SUL, passa a ser uma das primeiras entidades que apresenta um conjunto de informações sobre Educação Ambiental compatíveis com o que sugere o Ministério do Meio Ambiente.

Os trabalhos de preparação para a elaboração dos questionários iniciaram-se com a consulta a outros documentos já publicados, que deverão ser utilizados como fonte de informações complementares. Entre estes, destacamos a Pesquisa Ambiental realizada pelo IBGE em 2002 (2) onde encontraremos um amplo leque de informações ambientais de todos os municípios brasileiros (anexo D). Apesar de a pesquisa ter sido realizada em 2002, dado ao seu ineditismo e amplitude, certamente poderá ser utilizada com muita eficácia por todos.

No decorrer do trabalho de aplicação dos questionários percebeu-se o grau de dificuldade para se obter as informações requeridas. Entre estas dificuldades estão a falta de sistematização das informações geradas pelas fontes; a fragmentação destas informações através da estrutura administrativa das Prefeituras; a demora na definição de um responsável por respondê-las; a dificuldade de estabelecer o contato telefônico; o desinteresse em preencher o questionário; além do baixo grau de relevância que a questão ambiental e, em específico, a Educação ambiental, se apresentam para as políticas públicas municipais. Estas dificuldades encontradas não querem dizer que sejam preponderantes ao esforço da maioria em colaborar. Boa parte dos municípios pesquisados demonstrou-se disposta a participar, tão logo eram informados da importância deste trabalho para a melhoria da qualidade de vida de sua população. Alguns municípios já tinham estas informações disponíveis de imediato e outros até mesmo enviaram as informações logo que foram informados do inicio da pesquisa. Nestes casos, quase sempre ocorre uma íntima correlação entre a qualidade das informações fornecidas e a motivação para respondê-las com o nível de desenvolvimento das políticas ambientais implementadas e, por pressuposto, o seu grau de importância política.

O Ato de pesquisar, ou seja, o contato, o diálogo entre pesquisados e pesquisadores, e o esforço dos pesquisados em providenciar as informações, não deixaram de ser um momento de sensibilização para a importância do tema. Portanto, é interessante ressaltar que a realização da pesquisa foi em si, um ato de educação ambiental. Para além do simples preenchimento do questionário, foram surgindo ao longo deste processo, críticas, sugestões, desabafos, reivindicações e motivações. O fato dos municípios descobrirem que outras instâncias de governo e da sociedade estão interessadas em aprender e conhecer sobre a sua realidade local, muitas destas cidades de pequeno porte e de pouco acesso as políticas públicas mais visíveis aos grandes municípios, gerou uma expectativa positiva e ao mesmo tempo uma responsabilidade maior em todos os responsáveis por dar respostas às demandas e problemas enfrentados nestas.

 

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